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João Chianca e a namorada Summer Macedo vencem o LayBack Pro Rio na Prainha


Luiz Blanco / LayBack Pro

PRAINHA, Rio de Janeiro (Sábado, 18 de junho) - O Dia dos Namorados foi no domingo passado, mas João Chianca e Summer Macedo tiveram mais um motivo para festejar neste sábado, com as vitórias conquistadas no LayBack Pro Rio no santuário ecológico da Prainha, no Rio de Janeiro. Foi o primeiro título da Summer em etapas do World Surf League (WSL) Qualifying Series e a segunda do Chumbinho, que fez parte da elite do Championship Tour até a metade da temporada. As finais foram contra o paulista Edgard Groggia e a peruana Daniella Rosas.

As vitórias na primeira etapa do WSL Qualifying Series realizada na paradisíaca e preservada Prainha, foi como uma revanche. Curiosamente, essas mesmas decisões aconteceram no QS 1000 de Salinas, no Equador, no ano passado. Lá, Edgard Groggia e Daniella Rosas impediram que os namorados comemorassem os títulos, mas a vingança veio agora no lugar onde João Chumbinho, de Saquarema, sempre treina. Summer também tinha perdido outra final para a peruana, no segundo LayBack Pro na Praia Mole de Florianópolis (SC), em abril deste ano.

“Eu entrei nesse campeonato pra seguir meu instinto, minha intuição, eu queria fazer as baterias do jeito certo e acho que eu aprendi muito no CT, mas cometi muitos erros também”, disse João Chianca. “A gente tem que permanecer de pé, consciente e sempre positivo. Desde que eu saí do CT com muita tristeza, eu só pensei em continuar treinando, porque o ano é longo. Tem muita coisa para acontecer pela frente e uma vitória é sempre bom. Eu tenho pedido isso e veio aqui nesse lugar que eu tanto gosto de surfar”.

João Chianca destruiu as direitas do canto esquerdo da Prainha (Crédito: Luiz Blanco / LayBack Pro)

Chumbinho também comentou sobre a sua participação no Oi Rio Pro apresentado pela Corona em Saquarema, como convidado da etapa brasileira do CT que começa quinta-feira na sua cidade: “O CT em casa vai ser bem legal, uma experiência que sempre sonhei em competir de frente para os meus amigos, minha família. Então, essa vitória aqui foi uma versão menor do que vai acontecer nas próximas semanas. Estou bem confiante para competir em casa”.

João Chianca ainda respondeu sobre a primeira vitória da sua namorada, Summer Macedo, que nasceu no Havaí, mas é filha de pais brasileiros e em 2021 passou a defender o Brasil no Circuito Mundial: “Com certeza, a Summer merecia. Ela bateu na trave várias vezes e acho que é mérito dela. A gente vai bater na trave várias vezes na vida e eu sempre falei a ela que o resultado ia vir. Dessa vez veio e veio como revanche, então o gosto deve ser até melhor”.

Summer Macedo recebendo João Chianca após a vitória na Prainha (Crédito: Luiz Blanco / LayBack Pro)

Certamente, a peruana Daniella Rosas devia estar engasgada, pois derrotou Summer Macedo em duas finais já, no Equador e em Florianópolis. Essa no último LayBack na Praia Mole, foi a mais difícil de aceitar, pois se vencesse o campeonato, ela se classificaria para disputar vagas para o CT no WSL Challenger Series deste ano. Com a derrota, Daniella confirmou a sua compatriota, Arena Rodriguez, na quarta e última vaga da América do Sul.

Summer acabou ganhando um convite para competir nas duas etapas que abriram o Challenger Series 2022 na Austrália, mas não conseguiu passar nenhuma bateria na Gold Coast e nem em Sidney. No sábado, na semifinal contra a jovem Yasmin Neves, ela bateu os recordes de Daniella Rosas na categoria feminina do LayBack Pro Rio. Aumentou de 8,00 para 8,67 a maior nota nas ondas da Prainha e a maior somatória de 15,17 para 15,50 pontos.

Summer Macedo conquistando a primeira vitória em etapas do QS (Crédito: Luiz Blanco / LayBack Pro)

“Depois dos meus resultados fracos na Austrália, vim para cá sem confiança, sem expectativa, meio desmotivada”, contou Summer Macedo“Eu demorei para me recuperar psicologicamente, porque eu esperava ter tido uma performance melhor na Austrália. Eu precisava dar um “restart”, mas não imaginava que seria com esse resultado. Essa é a minha primeira vitória no QS. Já fiz umas sete, oito finais, mas nunca tinha vencido. Então, hoje foi o meu dia, estou muito feliz e quero dedicar essa primeira vitória ao meu pai, que fez aniversário ontem”.  

FINAL FEMININA – A primeira decisão de título no sábado começou por volta do meio-dia, reeditando a final do último LayBack Pro em abril na Praia Mole de Florianópolis (SC) e do QS de Salinas, no Equador, em 2021. A peruana Daniella Rosas chegou na final derrotando outra brasileira, a catarinense Tainá Hinckel, que se manteve em quarto lugar no grupo das quatro surfistas que o ranking da WSL Latin America, vai classificar para o Challenger Series de 2023. 

As ondas estavam menores do que os outros dias, mas ainda tinha boas direitas no canto esquerdo da Prainha, para garantir o show de surfe no sábado decisivo do LayBack Pro Rio. A bateria começou com as duas surfando ondas fracas. Summer Macedo acha a primeira boa, que abre a parede para combinar três batidas e rasgadas que valeram 4,70. Daniella também surfa uma direita que rende três manobras, porém erra a finalização. As duas surfam de novo as ondas que entraram em outra série e segue o troca-troca na liderança. 

Daniella Rosas fez grandes apresentações nas ondas da Prainha (Crédito: Luiz Blanco / LayBack Pro)

A peruana assume a ponta com 6,17 e a brasileira retoma o primeiro lugar com 5,93. Mas, a diferença era pequena, com Daniella precisando de 4,46 quando a bateria entrou nos 10 minutos finais. O mar deu uma parada, com as duas lado a lado esperando a entrada de mais ondas. A peruana só pega uma quando já restavam 5 minutos e errou sua segunda manobra. A prioridade para escolher a próxima ficou para Summer Macedo, que marcou a peruana de perto até o fim, para festejar a sua primeira vitória em etapas do QS, por 10,63 a 10,50 pontos. 

DECISÃO MASCULINA – A final masculina começou mais forte, com João Chianca e Edgard Groggia tentando aproveitar ao máximo cada espaço das direitas do canto esquerdo da Prainha. A primeira do Edgard valeu 6,50 e a segunda do Chumbinho recebeu 5,93. A batalha prosseguiu onda a onda, até João surfar três direitas seguidas, com mais parede para combinar batidas e rasgadas muito fortes, que arrancaram notas 5,63, 6,63 e 7,50. Com estas duas últimas, abriu uma vantagem mais sólida de 7,63 pontos. Depois, o máximo que Edgard Groggia conseguiu foi 5,67 e João Chianca foi o campeão do primeiro LayBack Pro Rio na Prainha, por 14,13 a 12,17 pontos. 

João Chianca campeão na estreia do LayBack Pro Rio na Prainha (Crédito: Luiz Blanco / LayBack Pro)

O paulista do Guarujá não conseguiu impedir, dessa vez, que pela primeira vez um casal de namorados comemorasse vitórias numa mesma etapa da World Surf League. Summer Macedo tinha conquistado a primeira dela na bateria anterior, mesmo competindo com uma contusão no pé. Para chegar na decisão do título na Prainha, Edgard Groggia passou pelo argentino Santiago Muniz, que havia feito um novo recorde de 17,54 pontos para o LayBack Pro Rio, somando uma nota 9,17 na quarta de final com o bicampeão brasileiro, Krystian Kymerson.

Santiago superou os 17,47 pontos que João Chianca tinha atingido na sexta-feira, com notas 8,87 e 8,60. O argentino só não bateu a nota 9,50 que Anderson da Silva, o Pikachu criado nas ondas do Arpoador, recebeu com suas três pancadas de backside na melhor onda da semana na Prainha. Santiago Muniz terminou empatado em terceiro lugar com o jovem paulista Ryan Kainalo, que também deu trabalho para João Chianca na outra semifinal.

Edgard Groggia vice-campeão na Prainha (Crédito: Luiz Blanco / LayBack Pro)

LayBack Pro Rio foi realizado pela Agência Esporte & Arte (AEA), licenciada pela WSL Latin America para promover esta etapa do WSL Qualifying Series, homologada pela FESERJ (Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro), que contou com apresentação do Bar 399 e patrocínio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, Corona e Metha Energia; suporte da ASAP (Associação dos Surfistas e Amigos da Prainha), BOLD Snacks e Orla Rio; apoio da Monster Energy, RIOZEN Toyota e site Waves.com.br, com a FIRMA produzindo a transmissão ao vivo pelo WorldSurfLeague.com.

RESULTADOS DO ÚLTIMO DIA DO LAYBACK PRO RIO:

DECISÃO DO TÍTULO MASCULINO:
Campeão: João Chianca (BRA) por 14,13 pts (7,50+6,63) - US$ 2.000 e 1.000 pts
Vice-campeão: Edgard Groggia (BRA) com 12,17 pts (6,50+5,67) - US$ 900 e 800 pts

SEMIFINAIS - 3.o lugar com US$ 550 e 650 pontos:
1.a: João Chianca (BRA) 14,00 x 12,54 Ryan Kainalo (BRA)
2.a: Edgard Groggia (BRA) 14,67 x 12,10 Santiago Muniz (ARG)

QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar com US$ 250 e 500 pontos:
1.a: Ryan Kainalo (BRA) 12,00 x 8,73 Daniel Templar (BRA)
2.a: João Chianca (BRA) 15,66 x 14,93 Renan Peres Pulga (BRA)
3.a: Edgard Groggia (BRA) 14,57 x 13,23 Samuel Igo (BRA)
4.a: Santiago Muniz (ARG) 17,54 x 15,04 Krystian Kymerson (BRA)

DECISÃO DO TÍTULO FEMININO:
Campeã: Summer Macedo (BRA) por 10,63 pts (5,93+4,70) - US$ 2.000 e 1.000 pts
Vice-campeã: Daniella Rosas (PER) com 10,50 pts (6,17+4,33) - US$ 900 e 800 pts

SEMIFINAIS - 3.o lugar com US$ 550 e 650 pontos:
1.a: Daniella Rosas (PER) 13,17 x 11,37 Tainá Hinckel (BRA)
2.a: Summer Macedo (BRA) 15,50 x 7,83 Yasmin Neves (BRA)

TOP-10 DO RANKING 2022/2023 DA WSL LATIN AMERICA – 6 etapas:
01: Miguel Tudela (PER) – 4.000 pontos
02: Gabriel André (BRA) – 3.175
03: José Gundesen (ARG) – 2.895
04: Ryan Kainalo (BRA) – 2.745
05: Heitor Mueller (BRA) – 2.645
06: Weslley Dantas (BRA) – 2.391
07: Santiago Muniz (ARG) – 2.300
08: Igor Moraes (BRA) – 2.068
09: Lucas Vicente (BRA) – 2.055
10: Krystian Kymerson (BRA) – 1.710
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TOP-10 DO RANKING 2022/2023 DA WSL LATIN AMERICA – 6 etapas:
01: Sol Aguirre (PER) – 4.500 pontos
02: Dominic Barona (ECU) – 3.475
03: Arena Rodriguez Vargas (PER) – 3.290
04: Tainá Hinckel (BRA) – 3.245
05: Isabelle Nalu (BRA) – 3.125
06: Silvana Lima (BRA) – 2.946
07: Melanie Giunta (PER) – 2.923
08: Daniella Rosas (PER) – 2.450
09: Genesis Garcia (ECU) – 2.423
10: Kiany Hyakutake (BRA) – 2.240
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João Carvalho
WSL Latin America Media Manager

Gabriel Gontijo
WSL Latin America Communications


SOBRE A WORLD SURF LEAGUE: Estabelecida em 1976, a World Surf League (WSL) é a casa do melhor surf do mundo. Uma empresa global de esportes, mídia e entretenimento, a WSL supervisiona circuitos e competições internacionais, tem uma divisão de estúdios de mídia que cria mais de 500 horas de conteúdo ao vivo e sob demanda, por meio da afiliada WaveCo, empresa que criou a melhor onda artificial de alto desempenho do mundo. 

Com sede em Santa Monica, Califórnia, a WSL possui escritórios regionais na América do Norte, América Latina, Ásia-Pacífico e EMEA. A WSL coroa anualmente os campeões mundiais de surf profissional masculino e feminino. A divisão global de Circuitos supervisiona e opera mais de 180 competições globais a cada ano do Championship Tour e dos níveis de desenvolvimento, como o Challenger Series, Qualifying Series e Junior Series, bem como os circuitos de Longboard e Big Wave.

Lançado em 2019, o WSL Studios é um produtor independente de projetos de televisão sem roteiros, incluindo documentários e séries, que fornecem acesso sem precedentes a atletas, eventos e locais globalmente. Os eventos e o conteúdo da WSL, são distribuídos na televisão linear para mais de 743 milhões de lares no mundo inteiro e em plataformas de mídia digital e social, incluindo o WorldSurfLeague.com. A afiliada WaveCo inclui as instalações do Surf Ranch Lemoore e a utilização e licenciamento do Kelly Slater Wave System.

A WSL é dedicada a mudar o mundo por meio do poder inspirador do surfe, criando eventos, experiências e histórias autênticas, afim de motivar a sempre crescente comunidade global para viver com propósito, originalidade e entusiasmo.

Para mais informações, visite o WorldSurfLeague.com.

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Fonte: WSL
Comunicação ASS
Luciano Santos Paula